Metodologia

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A metodologia do ranking foi elaborada a partir de amplo estudo de benchmark internacional e de literatura acadêmica especializada sobre o assunto.

A construção do ranking contou com duas etapas:
i) Tratamento dos dados
ii) Ponderação dos indicadores e pilares

Tratamento dos dados
O tratamento dos dados é importante para possibilitar a agregação dos indicadores, haja a vista as diversas unidades de medida encontradas nos 65 indicadores.

O critério adotado foi a normalização dos indicadores entre 0 e 100, mantendo a dispersão original dos dados. Este critério é amplamente adotado em diversos em outros índices e rankings, como o IDH.

A partir dos indicadores selecionados, {Bi:i=1,…,m}, normalizamos os dados através da seguinte fórmula:
I_i=((Bi - mini) / (maxi - mini)) * 100, onde maxi e mini são, respectivamente, o limite superior e inferior para o indicador i.

Os dados foram normalizados entre 0 e 100, sempre obedecendo o critério de quanto mais perto de 100, melhor. Assim, para indicadores que são inversamente proporcionais, ou seja, quanto mais, pior, a normalização foi invertida. Como exemplo, no indicador de segurança pessoal, a UF com menor taxa de homicídio recebeu a nota 100 e o Estado com a maior taxa de mortalidade recebeu 0.

Além disso, fizemos alguns ajustes em indicadores onde há omissão de informação por parte de alguns estados. Na intenção de promover maior transparência na divulgação dos dados, penalizamos as UFs que não disponibilizam informações com o último lugar no ranking deste indicador e uma pontuação muito baixa. Dessa forma, as UFs que omitem informações terão sua nota prejudicada no ranking dos pilares, bem como no ranking geral.

Ponderação dos indicadores e pilares
Após extenso estudo de benchmark internacional e de literatura acadêmica sobre critérios de ponderação de indicadores, foram adotados quatro critérios de ponderação dos indicadores do ranking:

i) Penalizar redundância: através de testes de correlação entre indicadores. Indicadores que possuem alta correlação com algum outro indicador dentro do pilar são penalizados.

ii) Penalizar indicadores com grande dispersão: a fim de evitar influência desproporcional no indicador final. Como um dos objetivos do ranking é estimular a competição entre as UFs, os indicadores que possuem baixo coeficiente de variância foram bonificados.

iii) Bonificar indicadores com maior carência: indicadores que se encontram muito longe da fronteira recebem mais peso, tendo como base o benchmark internacional, mais especificamente da média OCDE para grande parte dos indicadores.

iv) Avaliação de especialistas: critério normativo, bastante utilizado em outros rankings. Foram consultados especialistas das diversas áreas para avaliarem se os pesos atribuídos são consistentes, tendo em vista a vasta experiência deles no estudo destas áreas.

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Técnico 2016 completo

 

 

 

Confira também o Relatório Técnico 2015