O desempenho da região Norte no Ranking de Competitividade dos Estados

24 de Outubro de 2019 | Notícias

Os sete estados do Norte não tiveram melhoras significativas no Ranking de Competitividade dos Estados 2019, ferramente desenvolvida pelo CLP - Liderança Pública em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unit.

Com 69 indicadores distribuídos por 10 pilares, o Ranking tem como missão prover diagnósticos de áreas essenciais da administração pública. 

>>> Baixe o relatório técnico do Ranking de Competitividade 2019

Neste ano, Amapá e Acre mantiveram a mesma posição do ano passado, Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará caíram algumas posições, e o Amazonas foi o único estado que conseguiu subir. 

Confira os destaques dos estados

Amazonas

Estado mais competitivo do Norte, o Amazonas ocupa o 16º lugar no ranking geral, após cair uma posição de 2018 para 2019. Destaque em Solidez Fiscal, ele ocupa o 1º lugar no ranking geral e performa bem nos indicadores Tamanho de Mercado, Taxa de Crescimento e Crescimento Potencial da Força de Trabalho.

Além disso, também houve melhora nos pilares de Solidez Fiscal e Inovação. 

No entanto, o estado registrou queda nos pilares de Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade Social. No segundo, ocupa o 23º lugar e peca principalmente nos indicadores Inadequação de Moradia, Desigualdade de renda, Anos Potenciais de Vida Perdidos, Mortalidade Materna e Mortalidade na Infância.

Roraima

Caindo do 18º lugar em 2018 para 21º em 2019, Roraima teve queda significativa nos pilares de Sustentabilidade Ambiental e Segurança Pública. No primeiro, caiu sete posições, ficando em 9º lugar; enquanto no segundo, mantém o 27º e último lugar. 

Ainda assim, o Estado teve uma melhora expressiva nos pilares de Solidez Fiscal e Inovação, e mantém o 1º lugar no ranking geral de Potencial de Mercado. O pilar é composto pelos indicadores Tamanho de Mercado, Taxa de Crescimento e Crescimento Potencial da Força de Trabalho.  

Amapá

Mantendo-se na mesma posição que estava no Ranking 2018, o Amapá ocupa o 24º lugar. 

Pecando no pilar de Educação, o Estado, desde o início, oscila entre o 25º lugar e o 27º. Neste ano, ocupa o último e possui desempenhos negativos nos indicadores Avaliação da Educação, IDEB, ENEM e Índice de Oportunidade da Educação.

Ainda assim, o Amapá se destaca no pilar de Inovação e ocupa o 3º lugar no pilar de Capital Humano, com bom desempenho nos indicadores PEA com Ensino Superior e Qualificação dos Trabalhadores.  

Pará

Caindo duas posições de 2018 para 2019, o Pará saiu do 23º lugar para o 25º. Nesta edição, o Estado possui bom desempenhos nos pilares de Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal e Potencial de Mercado, onde ele está em 3º lugar.

Neste pilar, o Estado se detaca em Taxa de Crescimento e Crescimento Potencial da Força de Trabalho. 

Enquanto isso, o Pará mantém uma negativa posição no pilar de Sustentabilidade Social. Desde o início do Ranking, em 2015, o Estado oscila entre o 22º e 25º lugar, neste ano, alcançou o 26º.

Tocantins

Em 19º lugar no ranking geral, o Estado acabou piorando quatro posições entre 2018 e 2019.

Ocupando o 5º lugar no pilar de Potencial de Mercado, Tocantins se destaca nos indicadores de Taxa de Crescimento e de Crescimento Potencial da Força de Trabalho. Além disso, também mostrou bom desempenho nos pilares de Educação e Sustentabilidade Social.

Ainda assim, o Estado peca no pilar de Inovação, o qual ocupa o 25º lugar. O pilar é composto pelos indicadores de Investimentos Públicos em P&D, Patentes e Bolsa de Mestrado e Doutorado. 

Rondônia

Em 18º lugar no ranking geral, Rondônia acabou perdendo quatro posições de 2018 para 2019.

Com bom desempenho no pilar de Solidez Fiscal, no qual o Estado saltou 14 posições e saiu da 17ª posição para a 3ª, Rondônia também se destaca em Inovação e Sustentabilidade Social - apesar de uma queda signficativa em relação ao ano passado.

Em contrapartida, o Estado peca principalmene no pilar de Sustentabilidade Ambiental, ocupando a 27ª e última posição. Entre seus piores indicadores, estão Emissões de CO², Serviços Urbanos, Tratamento de Esgoto e Destinação do Lixo.

Acre

Mantendo a mesma posição que ocupava no Ranking de Competitividade 2018, o Acre está em 27º lugar. Com melhora significativa no pilar de Inovação e Capital Humano, o estado se destaca em Solidez Fiscal, apesar de ter caído uma posição do ano passado para cá. Nele, possui bom desempenho nos indicadores de Capacidade de Investimento, Sucesso da Execução Orçamentária e Resultado Primário. 

Infraestrutura é o pilar que merece mais atenção do governo, já que o Acre ocupa o 27º e último lugar. 

 

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