Prêmio Excelência em Competitividade - Destaque Internacional

01 de Novembro de 2016 | Notícias

O Destaque Internacional 2016 tem por objetivo premiar o estado brasileiro que apresenta o maior número de indicadores acima da mediana dos países da OCDE. 

Desde que foi concebido em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados tem fornecido insights valiosos sobre a posição relativa de cada Estado brasileiro, por meio de uma série de fatores de competitividade sistêmicos, estruturais e internos ao estado. Na medida em que decisões de negócios são tomadas, cada vez mais, levando em conta um olhar que ultrapassa fronteiras, é primordial comparar a competitividade dos Estados brasileiros em nível global. Para providenciar essa dimensão adicional, a Economist Intelligence Unit a Consultoria Tendências e o Centro de Liderança Pública construíram um componente internacional de benchmarking para a edição de 2016. A metodologia construída (ver mais em Sumário Executivo 2016) permite a comparação de todos os Estados brasileiros com os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um grupo de 34 países democráticos e de

economia de mercado. A OCDE é um grupo diversificado, já que inclui países em desenvolvimento e desenvolvidos das regiões das Américas, Europa e Ásia-Pacífico.

A maior parte dos dados obtidos a partir da OCDE são coerentes e harmonizados, facilitando a comparação entre os Estados brasileiros e outras economias. Como a OCDE consiste em países com vários estágios diferentes de desenvolvimento, como o são os Estados brasileiros, a estrutura de benchmarking internacional permite a comparação de três maneiras:

? Em primeiro lugar, quando consideramos os países de renda média, podemos comparar com os Estados brasileiros que têm formação semelhante e, portanto, obter uma visão sobre a suas posições.

? Em segundo lugar, quando consideramos os países desenvolvidos, podemos ver a distância entre os dois grupos e considerar os países desenvolvidos como modelos para os governos dos Estados brasileiros.

? Por fim, se considerarmos a OCDE como um todo, podemos fazer uma comparação com uma referência internacional ao observar o grupo agregado em relação ao Brasil (ou seja, o conjunto de todos os Estados).

A seleção de países foi feita baseada não somente na disponibilidade de dados comparáveis, mas também na possibilidade de uma comparação geográfica rica e diversa. Todos os países membros da OCDE apresentam forças específicas e relevantes das quais os estados do Brasil deveriam estar cientes. Isso tanto para guiar metas políticas de curto prazo como para servir de base para aspirações de competição em longo prazo. Deve-se sempre ter em mente as diferenças entre o Brasil e os países membros da OCDE. Assim, mesmo que a estrutura do estudo permita a comparação entre estados brasileiros e países tão distintos, deve-se sempre levar em conta as particularidades de cada país e suas diferenças com o Brasil.

Dado o pilar de maior peso nesta edição do ranking, a Segurança Pública é um aspecto importante relacionado à Competitividade, conceito que engloba a capacidade institucional dos estados em oferecer bons serviços para os cidadãos, usando recursos de forma eficiente. Competitividade é também a capacidade de criação de um

ecossistema para a atração e desenvolvimento de negócios. Segurança Pública, enquanto política, está diretamente ligada à capacidade de resposta organizacional do estado, e enquanto fator estrutural está ligada à um ambiente propício para a alocação de investimentos naquela localidade. É necessário se conscientizar da importância de se ter um estado competitivo, ou seja, atraente e funcional, dotado de infraestruturas modernas e que assegure garantias mínimas de qualidade de vida e segurança pública. Além disso, é pouco viável um estado que exclui ou marginaliza uma parte importante da sua população, ou, mais precisamente, oferece-lhe condições de vida dificilmente suportáveis. A insegurança pública, o tempo consumido na mobilização cotidiana, a degradação dos espaços públicos e, em geral, do meio ambiente urbano têm, também, custos econômicos. Um estado competitivo deve ter capacidade de integração sociocultural da grande maioria da sua população. Atualmente, as grandes ações de caráter social-urbano aparecem como necessárias e urgentes e, portanto, suscetíveis de encontrar o apoio político e econômico ausente há poucos anos.

Como supracitado, o Paraná foi um dos estados que apresentaram indicadores que mais se destacaram em relação às medianas da OCDE (ano base 2015), ou seja, com resultados acima da nota do país médio entre o grupo de 34. Dentre os indicadores que ficaram acima da mediana da OCDE destacamos: Emissões de CO2, Patentes, Investimentos públicos em P&D, Índice de Transparência, Solvência Fiscal, Inserção Econômica, Acesso ao Saneamento Básico – Água, Avaliação da Educação, Custo da Mão de Obra, Custo de Combustíveis e em Segurança Patrimonial.

Confira os demais premiados