Prêmio Excelência em Competitividade - Destaque Crescimento

01 de Novembro de 2016 | Notícias

Este prêmio visa reconhecer o estado que teve o maior destaque em crescimento no Ranking de Competitividade do ano de 2016, utilizando como base o posicionamento ordinal geral dos estados e a evolução destes.

O Amapá é o estado premiado em 2016, pois apresentou crescimento de nove posições no Ranking de Competitividade 2016, indo da 25ª posição para 16ª posição. O Amapá obteve melhora nos pilares de Solidez Fiscal (+22), Potencial de Mercado (+14), Capital Humano (+5), Infraestrutura (+3) e Sustentabilidade Social (1).

Em Sustentabilidade Social, AP apresentou melhoras nos indicadores de Desigualdade de Renda em 5º lugar (+11), Famílias abaixo da linha da pobreza em 14º lugar (+1), Formalidade do Mercado de Trabalho (+5), Mortalidade Materna em 20º lugar (+7), Mortalidade Precoce em 9º lugar (+6), Previdência Social em 12º lugar (+15) e Segurança Alimentar em 11º lugar (+6).

Em Infraestrutura, o estado apresentou melhoras nos indicadores de Acesso à Energia Elétrica em 23º lugar (+3), Custo de Saneamento Básico em 8º lugar (+2) e Qualidade do Serviço de Telecomunicações em 21º lugar (+7).

No Pilar de Capital Humano, AP teve destaque nos indicadores PEA com ensino superior (+2 posições), e agora ocupa o 6º lugar. Em Custo de Mão de Obra, o estado subiu uma colocação e agora está em 16º lugar.

No Pilar de Potencial de Mercado, o estado apresentou melhoria na taxa de crescimento do PIB, indo 13º lugar para 7º lugar em 2016 (+6). Em Crescimento Potencial da Força de Trabalho AP está em primeiro lugar.

Em Solidez Fiscal, o Amapá apresentou melhoras em Capacidade de Investimento (+11), Resultado Nominal com a melhor nota do País (+25), Resultado Primário, em 3º lugar, e Solvência Fiscal em 5º lugar (+4).

Por diversas razões históricas e econômicas, muitos dos Estados do Norte e Nordeste têm níveis de endividamento menor (e, por isso, são melhores no indicador “solvência fiscal”), o que resulta em menores gastos com o serviço da dívida (melhorando o indicador “resultado nominal”).

De modo geral, um maior grau de endividamento levaria a um maior custo de servir a dívida, exigindo portanto resultados primários mais elevados. Mas em 2016, mesmo Estados altamente endividados como SP, RJ, MG e RS não foram capazes de gerar resultados primários (em % do PIB Estadual) tão significativos, enquanto Estados pouco endividados como RR, AP e MS apresentaram primários positivos e elevados, destoando da situação média – deficitária – dos Estados em 2015.

Numa situação de crise econômica, receitas são negativamente afetadas, o que sem dúvida ocorreu em 2015. Dessa forma, Estados que conseguiram entregar resultados primários elevados podem tê-lo feito à custa de elevado contingenciamento de despesas, diminuindo assim o grau de execução do orçamento e o nível de investimentos. O Estado de AP, por exemplo, apresentou o maior Resultado Nominal entre todos os estados, mas teve níveis relativamente mais baixos de execução orçamentária, ficando em 27º lugar neste indicador.

Em Potencial de Mercado, o Amapá apresentou destaque em Crescimento Potencial da Força de Trabalho, em 1º lugar, e em taxa de crescimento do PIB, subindo seis posições. O Amapá possui uma pirâmide etária com mão de obra jovem, e apresentou o segundo maior crescimento acumulado do PIB entre 2010 e 2013, com 18,3%, segundo o IBGE. Nos indicadores do Ranking de Competitividade o crescimento do PIB teve continuidade, com crescimento de 2,7% no ano base 2014 (dado que compõe a edição 2015) e 2,34% no ano base 2015 (dado que compõe a edição 2016).

Segundo o estudo Macro Regional do Banco Itaú 2013, a projeção em 2015 foi de que o Amapá receberia 510 milhões em investimento privados – a maioria deles ligados ao setor de siderurgia e o setor portuário. A China é o principal destino das exportações amapaenses, com 69,5% de participação dos embarques feitos em 2014 – a maioria deles em minério de ferro.

Desde 2013 o Amapá vem apresentando crescimento na produção de grãos do estado – principalmente arroz, feijão, milho e soja. O Amapá foi indicado recentemente como a nova fronteira agrícola do Brasil pela expansão da produção de soja no cerrado amapaense. A produção é um foco de incentivo do atual governo, que com apoio de empresários inaugurou em setembro de 2016 um terminal de grãos no porto de Santana, que servirá de rota para o escoamento da soja vinda do Mato Grosso e deve reduzir em até 20% o valor de frete destes produtores, segundo a Aprosoja-AP. Desta

forma, o Porto de Santana se torna uma alternativa para a exportação de parte dos grãos que é escoado pelo Porto de Santos e Paranaguá, por sua posição estratégica próxima de portos do Caribe, Canal do Panamá, América do Norte e com boa localização para envio de cargas à Europa e Ásia.

Segundo a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Tesouro do Amapá, o estado vem trabalhando para regionalizar a economia e criar novos polos econômicos. Neste sentido, o município de Ferreira Gomes vem se destacando com a produção de energia, Pedra Branca do Amapari em exploração mineral e os municípios de Porto Grande, Itaubal e Tartarugalzinho em produção de grãos.

Segundo o estudo Macro Regional do Banco Itaú 2013, o Amapá deve apresentar um crescimento médio do PIB de 2,6% entre 2011 e 2020, maior do que a projeção para estados como São Paulo (2,0%), Santa Catarina (1,4%), Rio Grande do Sul (1,6%) e Mato Grosso (2,4%).

Por fatores sistêmicos, estruturais e internos ao estado, o Amapá apresentou o maior crescimento em competitividade na Edição 2016 do Ranking de Competitividade, e por isso deve ser reconhecido como destaque.

 

Confira os demais premiados