Maioria dos estados brasileiros piora desempenho econômico, segundo ranking

19 de Setembro de 2016 | Imprensa

desenvolvimento economicoO Ranking de Competividade dos Estados 2016, anunciado nesta segunda-feira (19), apontou que a maioria dos estados teve queda de desempenho nos pilares econômicos - solidez fiscal e potencial de mercado – em comparação ao ano anterior. O estudo é realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Consultoria Tendências a Economist Intelligence Group. 

Os itens estão entre os 10 pilares avaliados pelo Ranking, que levam em conta 65 indicadores. No pilar de solidez fiscal foram analisados seis indicadores, enquanto que em potencial de mercado foram avaliados três. Em ambos os pilares, 14 estados caíram de posição. 

 

Potencial de mercado

O estado com o melhor potencial de mercado foi São Paulo, bem a frente dos demais. Mato Grosso ocupou a segunda posição do Ranking, seguido por Roraima. Rio Grande do Sul teve a maior queda. O estado passou de 10º em 2015 para 24º em 2016. Entretanto, estados como o Acre e Tocantins tiveram significativos avanços, subindo 19 e 18 posições, respectivamente.

>> Confira o resultado do Pilar Potencial de Mercado da edição 2016 do Ranking

Apesar do crescimento econômico pouco expressivo no Brasil, vários estados apresentam economias mais fortes que a média. A Paraíba, por exemplo, atingiu a marca de crescimento de 4,29%, ultrapassando todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entretanto, alguns estados tiveram números negativos. Sergipe, estado com a menor taxa do Brasil, viu sua economia contrair em 2,52%, número parecido com a queda de 2,51% na Grécia. 

São Paulo, com um PIB menor do que apenas 15 países da OCDE, possui a força econômica de nações como a Suécia e a Polônia. Porém, os índices de crescimento desapontam, afinal, São Paulo viu seu nível de crescimento cair em 0,20% no ano anterior. 

 

Solidez fiscal

Relatorio Solidez FiscalEm relação à solidez fiscal, Roraima figurou em primeiro lugar. Em segundo ficou o Pará e em terceiro, o Mato Grosso do Sul. O Amapá foi o estado que mais evolui em relação ao ano anterior, passando de 26º em 2015 para 4º em 2016. Outros estados também tiveram uma melhora significativa, como o caso do Rio Grande do Norte, que subiu 19 posições, e Roraima, que subiu 12. Rio de Janeiro teve a maior queda (12 posições), seguido do Distrito Federal e Espírito Santo, ambos caíram nove posições.

>> Confira o resultado do Pilar Solidez Fiscal da edição 2016 do Ranking

Estados do Norte e Nordeste tendem a ter desempenho superior a estados do Sul e Sudeste. Em 2016, mesmo estados altamente endividados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não foram capazes de gerar resultados primários (em % do PIB estadual) tão significativos. Enquanto estados pouco endividados, como Roraima, Amapá e Mato Grosso do Sul apresentaram primários positivos e elevados.
 

Ranking de Competitividade dos Estados

Uma realização do CLP, em parceria com a Consultoria Tendências e a Economist Intelligence Group, o Ranking constitui uma importante ferramenta para avaliação da administração pública. Também reconhece as melhores práticas visando o desenvolvimento econômico e social do País. O  resultado permite ao gestor público avaliar as necessidades e prioridades do seu estado. Ao setor privado, permite um estudo de possibilidade para investimento. 

O Ranking, que está em sua quinta edição, analisa a capacidade competitiva de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal em 65 indicadores, agrupados em 10 pilares. Entre os indicadores, 36 são comparados com dados internacionais de 34 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Itens como infraestrutura, educação, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental compõem o quadro. Confira o Ranking completo no link: rankingdecompetitividade.org.br